Uma verdade sobre a Copa no Brasil
Não, não quero fazer qualquer denuncismo aqui. É apenas algo que me ocorreu enquanto conversava com o repórter Wellington Mesquita, da Rádio Jovem Pan, durante o evento “Copa 2014 – Rodada de Negócios”. Conversávamos sobre a Copa do Mundo de 2014, e ele me disse que era contra, assim como grande parte da mídia. E as razões são as mesmas, “dinheiro do povo, falta de infraestrutra”, tudo verdade. Mas vejo um outro ponto para os anti-Mundial: Ricardo Teixeira.
Sim, a figura imponente do nosso futebol, desde 1989 no comando da CBF. O principal problema é o vício do poder. Como? Bem, ele está há 20 anos à frente do ludopédio nacional e ficará até 2014, ou seja, 25 anos. Mais até do que a ditadura que aqui se instaurou (1964-1985). Porém, estamos em uma democracia (?).
Diferentemente daquilo que usamos como parâmetro, já que as eleições no Executivo não permitem mais do que uma reeleição e um político pode ficar no cargo até no máximo oito anos consecutivos, vemos a perpetuação de Ricardo Teixeira.
Assim como também veremos Carlos Arthur Nuzman comandando o Comitê Olímpico Brasileiro por mais algum tempo (ele está desde 1995), sendo o Rio de janeiro escolhido para sediar a Olimpíada de 2016 ou rejeitado.
Assim como acontece com outras tantas Confederações esportivass, que se aproveitam da ingenuidade das federações estaduais mais pobres para dar alguns materiais e um pouco de verba para conseguir votos em eleições. Sem falar em estatutos cada vez mais mutáveis.
Assim, “fica fácil” de entender a aversão de alguns à Copa do Mundo no Brasil. Um presidente de CBF que não aceita críticas, que coloca a seleção brasileira para jogar longe do país contra adversários medíocres, que impõe a Rede Globo como transmissora única do futebol nacional, que escolhe para quem falar, que ficou escondido na Copa de 2006, que reapareceu quando o Brasil foi escolhido sede do Mundial de 2014…
Tonhão, é realmente uma questão bem complexa. Se seguirmos o mesmo exemplo das Olimpíadas, com certeza a Copa do Mundo de 2014 será um prejuízo. Contudo, se o planejamento for feito de maneira adequada, acredito que sediar o maior evento esportivo do mundo será um bom negócio. Além do turismo, dos empregos gerados e de outros benefícios, o brasileiro ganha com infra-estrutura não só dos estádios, mas de transporte público e outros. É uma pena que seja preciso esperar uma Copa do Mundo para ganharmos esse jogo. Como uma boa torcedora, acredito no melhor resultado.
Eu votaria no Antônio Strini Nerd para presidente da CBF.
Parabéns pelo texto. Amei.
Pois é Tonhão, seria hora de trocar a sigla CBF por CTF, Confederação Teixeireira de Futebol? Ele poderia alegar uso capião… quem sabe o STJ, esse não pertencente ao Teixeira, ainda, não aceita!!! Afinal, ele vem utilizando a entidade como bem entende…
Mais uma triste verdade, somada a outras tantas já vistas, sobre a Copa de 2014
Sáo acreditarei vendo.
[...] tonhaostrini em 23 23UTC julho 23UTC 2010 Há quase um ano escrevi post sobre Ricardo Teixeira (Uma verdade sobre a Copa no Brasil) e sua imagem ainda mais atrelada ao futebol brasileiro, que já está sob seu comando há 21 anos [...]